Campinas segue fase emergencial estadual, mas fecha escolas
Reprodução: ACidade ON
Campinas segue fase emergencial estadual, mas fecha escolas

A Prefeitura de Campinas informou hoje (12) que seguirá, a partir de segunda-feira (15), as regras da fase emergencial do governo estadual anunciadas ontem para conter o avanço de covid-19. No entanto, manterá as escolas públicas e privadas fechadas, sem aulas presenciais até o dia 30 de março. Um novo decreto com as regras de Campinas será publicado neste sábado (13).

No Estado, o governo permitiu que escolas estaduais ficassem abertas para alunos vulneráveis e também para distribuição de merenda. Pelo decreto estadual as escolas particulares também poderiam abrir, de forma opcional, mas seguindo os protocolos e com capacidade máxima de 35%. Porém, em Campinas o decreto municipal impede que isso ocorra.

Inclusive, desde o dia 3 de março as aulas estão suspensas em Campinas, na rede pública e privada. A medida agora segue até o dia 30 na cidade.

As informações foram divulgadas pelo prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), durante live na tarde desta sexta-feira. "Somos questionados pela rede particular e sabemos do prejuízo pedagógico também, mas nesse momento com a situação de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) lotadas, não temos outra saída", afirmou Dário.

O prefeito também afirmou que fará um endurecimento na fiscalização na área central devido as denúncias de camelôs abertos e de vendedores ambulantes e irá também fiscalizar o uso de máscara em área de parques como a Lagoa do Taquaral.

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FEIRAS

Sobre a fase emergencial, o secretário de Justiça de Campinas, Peter Panutto, afirmou ainda que as feiras noturnas estarão suspensas, porém as barracas de hortifrúti e de alimentos poderão funcionar - seguindo as medidas de segurança e com uso obrigatório de máscaras de proteção de covid-19. Apesar da liberação, o consumo no local está proibido.

MAIS SOBRE A NOVA FASE

A fase emergencial, com medidas mais restritivas de combate a covid-19 no Plano São Paulo - e inédita durante a pandemia - foi anunciada ontem pelo governador João Doria (PSDB). Ela ocorre devido a alta ocupação hospitalar, com diversas unidades de saúde com 100% de lotação por conta do aumento de casos de covid - o que também aumenta o número de pacientes com sintomas graves.

A mudança proposta pelo estado vai restringir ainda mais o funcionamento de diversos setores econômicos, além de suspender cultos e campeonatos esportivos (leia regras abaixo).

Em Campinas, não há leitos livres hoje no SUS municipal e apenas uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) está disponível no HC da Unicamp. De forma geral, a taxa de ocupação da UTI-Covid na cidade é de 94,59%. Há 18 leitos livres somando as redes pública e particular.

Por conta deste cenário, a Unicamp anunciou hoje a abertura de mais 18 leitos de enfermaria e UTI. Na terça-feira (9), o hospital anunciou a suspensão do atendimento por conta da superlotação, e também adiou as cirurgias eletivas até o dia 26 de março. O atendimento, de acordo com o hospital, é válido até segunda-feira (15).


Confira abaixo detalhes das novas restrições em comércios e serviços na fase emergencial

ESCRITÓRIOS EM GERAL E ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS -
Obrigatoriedade de teletrabalho (home office).

COMÉRCIO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO -
Proibido o funcionamento e atendimento presencial, mas ficam liberados os serviços de retirada por clientes com veículo (drive-thru) e entrega na casa do comprador (delivery).

ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS (COMÉRCIO EM GERAL) -
Somente entrega (delivery) e retirada de automóvel (drive-thru), com proibição de retirada de produtos no local.

REPARTIÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - Obrigatoriedade de teletrabalho (home office).

RESTAURANTES, BARES E PADARIAS - Somente entrega (delivery) e retirada de automóvel (drive-thru), com proibição de retirada de produtos no local. Mercearias e padarias podem funcionar seguindo as regras de supermercados, com proibição de consumo no local.

TRANSPORTE COLETIVO -
Recomendação de escalonamento de horário para os trabalhadores da indústria, serviços e comércio. Os horários de entrada indicados são das 5h às 7h para profissionais da indústria, 7h às 9h para os de serviços e 9h às 11h para os do comércio.

EDUCAÇÃO ESTADUAL, MUNICIPAL E PRIVADA - Recesso da rede estadual por 15 dias, com recomendação para que escolas municipais e privadas sigam o mesmo procedimento.

COMÉRCIO DE PRODUTOS ELETRÔNICOS - Somente entrega (delivery) e retirada de automóvel (drive-thru), com proibição de retirada de produtos no local.

SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - Obrigatoriedade de teletrabalho (home office).

SUPERMERCADOS - Recomendação de escalonamento de horário para os funcionários utilizarem o transporte público para irem ao trabalho (9h às 11h).

HOTELARIA -
Proibição de funcionamento de restaurantes, bares e áreas comuns dos hotéis. Alimentação permitida somente nos quartos.

ESPORTES - Atividades coletivas profissionais e amadoras suspensas.

TELECOMUNICAÇÕES - Teletrabalho (home office) obrigatório para funcionários de empresas de telecomunicação.

ATIVIDADES RELIGIOSAS - Proibição de realização de atividades coletivas como missas e cultos, mas permissão para que templos, igrejas e espaços religiosos fiquem abertos para manifestações individuais de fé.

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