Polícia abre inquérito contra empresário que ameaçou Lula
Reprodução: ACidade ON
Polícia abre inquérito contra empresário que ameaçou Lula

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso do empresário de Artur Nogueira José Sabatini, de 70 anos, que ameaçou o ex-presidente Lula (PT) com uma arma de fogo, em vídeo nas redes sociais.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o homem já prestou depoimento na DHPP (Delegacia de Proteção à Pessoa). A arma exibida no vídeo foi apreendida para exames periciais e o suspeito ouvido nesta quarta-feira (17).

Na filmagem, publicada no sábado (13), o homem aparece praticando tiro ao alvo e ameaçando o ex-presidente que recentemente teve condenações anuladas pela Justiça Federal em investigações da Lava Jato.

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COMO FOI

Com uma bandeira do Brasil amarrada a cintura ele disse no vídeo: "Lula, seu filho da p***, eu quero dar um recado para você. Presta atenção no recado que eu quero dar para você seu vagabundo. Se você não devolver os R$ 84 bilhões que você roubou do fundo de pensão dos trabalhadores você vai ter problema", disse o homem enquanto apontava para a arma.

"Outro recado, você não vai transformar o meu país em uma Venezuela. Eu vou derramar meu sangue, mas eu vou lutar pelo meu país", continuou. "Você vai ter problemas", disse o empresário mais uma vez apontando para a arma.

Após a repercussão da divulgação do vídeo, o empresário retirou a postagem de seu perfil de Facebook.

LULA REPRESENTA CONTRA AGRESSOR

Diante das ameaças, o ex-presidente ofereceu representação ao Ministério Público de São Paulo, neste domingo (14), contra o empresário. A representação solicita, entre outras medidas, que seja decretada a prisão preventiva do empresário.



No documento, os advogados de Lula informam que "circula pelas redes sociais, desde o dia 13/03/2021, vídeo em que o empresário José Sabatini profere disparos com arma de fogo e ameaça à integridade física e a vida do ex-Presidente Lula".

Os advogados ainda pedem a cassação de eventual autorização para porte ou posse de arma de fogo concedida ao empresário, e que seja realizada a apuração de outros potenciais delitos de ação penal pública incondicionada praticados pelo bolsonarista.

A reportagem não conseguiu localizar o empresário.

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