Família alega falta de informações de paciente intubada no Metropolitano
Reprodução: ACidade ON
Família alega falta de informações de paciente intubada no Metropolitano

A família de uma paciente internada no Hospital Metropolitano de Campinas , sob gestão da Prefeitura, alegou nesta sexta-feira (19) que a unidade não dá informações sobre o quadro de saúde enquanto ela está intubada no local por conta da Covid-19 . De acordo com a gerente de oficina Luana Prando, há dias a família não tem notícias da sogra.

"Ela deu entrada no dia 2 de março com uma pneumonia e pressão alta. Um diagnóstico 'meia-boca'. E daí ela ficou internada. Está até hoje. E só tivemos notícias dela uma vez", disse Luana. Ela afirmou ainda que nos primeiros dias a sogra ficou internada em uma cadeira no hospital.

"Era uma cadeira normal. Daí, no dia 7, ela conseguiu um leito e foi constatado que estava mesmo com covid. Todos os dias eu ligo, ou eu venho aqui (no Metropolitano). E ninguém sabe onde ela está ou como ela está. Nesses quase 20 dias, a médica me ligou uma vez só, dizendo que a minha sogra estava intubada e entre a vida e a morte. É um descaso", disse.

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Sobre a situação, a Prefeitura de Campinas informou que as equipes médicas estão totalmente voltadas para os pacientes e que, neste momento crítica da pandemia, não conseguem, em alguns horários, falar com os parentes. A Administração disse também que a Rede Mário Gatti está organizando um grupo de profissionais que fará contato com as famílias.

No entanto, por enquanto, a Prefeitura pediu a compreensão da população, devido ao alto número de internações. A prioridade, agora, é o atendimento ao paciente internado, disse.


ADMINISTRAÇÃO

O Metropolitano está sob gerência da Prefeitura desde o dia 2 de março, quando foi requisitado judicialmente para combate à pandemia de coronavírus. Ontem, a Justiça de Campinas negou um pedido liminar dos proprietários do Hospital Metropolitano e manteve a gestão municipal.

"Não é possível presumir o rigor indevido da administração pública ao exercer o seu poder de intervenção e de uso da propriedade em benefício da população, medida que se mostra necessária ao enfrentamento do alarmante número de vítimas e internações de pacientes com Covid-19 na cidade", afirmou o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Wagner Roby Gidaro. Procurada, a unidade informou que irá recorrer da decisão.

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