Campinas anuncia aberta de leitos covid, mas está
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Campinas anuncia aberta de leitos covid, mas está "no limite"

A Prefeitura de Campinas anunciou nesta quarta-feira (24) a abertura de mais leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria para Covid-19 , mas afirmou que a rede de saúde está "no limite". Isso porque existe uma dificuldade de contratação de profissionais de saúde , além da limitação do próprio espaço físico dos hospitais da cidade.

A abertura de leitos será no AME (Ambulatório Médico de Especialidades), que voltará a atender pacientes de coronavírus a partir de sexta-feira (26), e no hospital Mário Gatti. O AME é gerenciado pelo governo estadual e em outubro do ano passado deixou de ser um hospital com atendimento exclusivo para coronavírus.

Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), serão cinco UTIs abertas na sexta-feira e mais cinco a partir de sábado (27) no Ambulatório. O restante será efetivado até segunda-feira, totalizando 25 leitos UTI e 5 de enfermaria. Somando os leitos do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, serão 65 UTIs disponíveis na rede estadual. "É 30 a menos que o disponibilizado no ano passado, no auge da pandemia", disse o prefeito.

No Hospital Mário Gatti, cinco leitos de UTI foram abertos hoje (24) e estão previstos outros cinco leitos no Hospital Metropolitano, mas a medida depende da contratação de Recursos Humanos. Na rede municipal, foram abertos ainda nesta semana 10 leitos de UTI no Mário Gatti, e há a possibilidade de abertura de mais 10, ainda sem data definida.

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HOSPITAL DE CAMPANHA

Sobre o hospital de campanha, na sede dos Patrulheiros, a Prefeitura explicou que ele já está estruturado, mas existe a dificuldade de adquirir tanques de oxigênio para o local.

"Está tudo estruturado, mas estamos bloqueados por causa do do tanque de oxigênio. O oxigênio tem, mas o tanque não existe no mercado. Uma solução é levar (os leitos) para o Mário Gatti. Aí atingimos nosso limite", disse o presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni.     

A Prefeitura decidiu reativar os 36 leitos do hospital de campanha montado no Parque Itália no dia 10 de março. A unidade, que atua somente com leitos de enfermaria para casos menos graves, funcionou entre maio e agosto do ano passado.


MUDANÇA NA INTERNAÇÃO

Bisogni afirmou ainda que a situação da internação de covid-19 também tem mudado em Campinas. "Continua um número alto, mas a gravidade está aumentando. Temos mais doentes internados e está demorando mais para os leitos serem desocupados. Antes, em torno de 5 dias a pessoa recebia alta do leito de enfermaria. Hoje leva em torno de 8 dias", disse.

Ele afirmou que na UTI a situação é semelhante. "Antes eram 10, 12 dias. Hoje o tempo está passando para uma média de 18 dias para (o paciente) ter alta", afirmou.

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