Operação prende quadrilha acusada de aplicar golpes em idosos
Reprodução: ACidade ON
Operação prende quadrilha acusada de aplicar golpes em idosos

A Polícia Civil de Indaiatuba prendeu, na manhã desta terça-feira (18), uma quadrilha que aplicava golpes em idosos da região de Campinas e em pelo menos quatro estados do Brasil. Ao todo, seis pessoas foram presas, nas cidades de Indaiatuba e Salto. A ação era conhecida como "golpe do motoboy" e a quadrilha movimentou mais de R$ 5 milhões. 

A operação "Contra Golpe" foi iniciada há cerca de dois meses com a Polícia Civil de Minas Gerais, onde está concentrada a maioria das vítimas. Em fevereiro, foram registradas sete ocorrências em Poços de Caldas, onde o prejuízo das vítimas ultrapassou R$ 400 mil. 

Ao todo, 11 mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã. Junto com os criminosos, foram apreendidas duas motos, dois carros, além de 1,2 mil gramas de maconha, R$ 35 mil em dinheiro, cartões de crédito, máquinas de cartões, notebooks, e celulares. 

Um dos presos era uma mulher que os investigadores acreditam ser a chefe da organização criminosa. Ela foi presa em um condomínio de luxo, no Jardim Montreal, em Indaiatuba. 

COMO AGIAM 

Segundo a investigação, a maioria das vítimas eram pessoas idosas, que recebiam ligações em casa de pessoas que se passavam por funcionários da Caixa Econômica Federal. 

Nas ligações, os criminosos conseguiam dados pessoais e induziam as vítimas a entregar o cartão de banco para o golpista, que iam de moto buscar os cartões nas casas. A própria vítima acabava fornecendo a senha. Os criminosos ainda se passavam por policiais quando as vítimas percebiam o golpe. 

A Polícia ainda acredita que a quadrilha era envolvida em um esquema de venda de dados. O delegado de defraudações de Poços de Caldas, Thiago Moreira, explica que as funções eram divididas em grupos distintos da quadrilha. 

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"Temos o grupo das pessoas que iam às casas das vítimas retirar os cartões, os laranjas que sediam as contas bancárias para o recebimento do dinheiro e as meninas que ficavam responsáveis por ligar e enganar as vítimas. Há ainda os líderes da organização, responsáveis por comprar os pacotes de dados, estruturar as organizações, disponibilizar a estrutura tecnológica para fazer o golpe, e por ficar com a maior parte do proveito dos crimes", explicou. 

MAIS VÍTIMAS

Para o delegado de Indaiatuba, Luiz Fernando Dias de Oliveira, o número de vítimas deve ser ainda maior. 

"A partir do momento que a gente identificou a participação deles nesses delitos, é muito possível também que a gente possa identificar as vítimas que eles tenham feito aqui na região. Com certeza muitas pessoas vão identificar que caíram em um golpe, e a orientação é procurar a delegacia de polícia aqui para registrar a ocorrência". 


PRESOS 

Os presos foram encaminhados à Polícia Civil de Indaiatuba. Posteriormente, a mulher apontada como chefe da organização será transferida para o presídio de Guaxupé e os demais presos para o presídio de Poços de Caldas, ambos em Minas Gerais. 

O patrimônio dos envolvidos já foi bloqueado, na intenção de que o dinheiro seja restituído às vítimas. A investigação continua na tentativa de identificar outros grupos de criminosos.

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