Campinas vai abrir novos leitos no Hospital Metropolitano.
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Campinas vai abrir novos leitos no Hospital Metropolitano.

Com a alta de 32% no atendimento de pessoas com sintomas respiratórios nas últimas cinco semanas, a Prefeitura de Campinas anunciou nesta terça-feira (25) que o Hospital Metropolitano terá a partir da próxima semana 40 leitos para pacientes com covid-19, incluindo leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Hoje, o Metropolitano conta com 15 leitos de enfermaria e os leitos de apoio do gripário. A partir da próxima semana, serão mais 10 leitos de enfermaria e 15 de UTI, além do gripário que pode atender até 12 pacientes.

O anúncio foi feito durante transmissão ao vivo pelo prefeito Dário Saadi e pelo presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, nesta terça-feira (25). "Já estamos com uma equipe contratada e, em breve, os leitos do Metropolitano serão abertos, reforçando nossa rede de atendimento", explicou Bisogni.

A ideia inicial, segundo o presidente, era manter o Metropolitano exclusivo para atendimento covid e o Mário Gatti para não-Covid. "Nós estamos revendo este plano. Tudo vai depender da evolução desta semana", completou.

AUMENTO

O aumento nos números de casos e também internações chamou a atenção de todas as equipes técnicas de Vigilância em Saúde e da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar. Com isso, um apelo à população foi feito para evitar aglomerações e festas clandestinas.

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"Nós temos acompanhado o volume de atendimentos de pacientes com suspeita de covid nos nossos centros de saúde e nos gripários, que cresceu 36% nas últimas três semanas. Além disso, há 15 dias, 600 pessoas estavam internadas com covid em Campinas. Hoje, temos 750", disse.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea von Zuben, explica que o número de pessoas que estão sendo atendidas em centros de saúde com sintomas respiratórios é um indicador usado em Campinas, que mostra que o aumento desses atendimentos faz crescer a probabilidade de casos hospitalares.

Em relação à positividade dos testes de covid também houve um aumento de cerca de 30% nas duas últimas semanas. "Quanto maior os casos positivos, maior circulação do vírus e risco de agravamento", explicou a diretora.


FAIXA ETÁRIA

Desde 11 de maio, a predominância de casos é na faixa etária entre 20 e 59 anos, sendo que a maior concentração está nas pessoas entre 30 e 39 anos.

"A gente tem recebido inúmeras denúncias de aglomerações, de festas. As pessoas acreditam que o risco é baixo em uma festa com amigos ou familiares, que não tem problema", afirmou. "Além do risco de agravamento em razão da variante P1, há a possibilidade de levar o vírus para outras pessoas que tenham alguma doença, por exemplo."

A maior parte das internações é de pessoas com idade entre 40 e 69 anos, com predominância em pessoas de 40 a 49 anos.

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