Caged: abril foi o pior mês de 2021 na geração de empregos em Campinas
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Caged: abril foi o pior mês de 2021 na geração de empregos em Campinas

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Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostraram que Campinas registrou, em abril, o pior resultado na geração de empregos com carteira assinada em 2021.

De acordo com o órgão, o saldo, apesar de positivo, ficou em 203 vagas vagas de emprego abertas na cidade em abril.

Neste ano o melhor mês foi em fevereiro, com 4.721 vagas. Em janeiro, que vem na sequência, a lata ficou de 1.425. Em março este número caiu para 1.044 vagas de empregos abertas.

O comércio teve o pior desempenho, com 432 vagas fechadas. O melhor desempenho ficou com o setor de serviços, que teve 409 postos de trabalho formais criados.

Enquanto as áreas de alimentação (-343) e alojamento (-53) fecharam vagas em abril, o setor de tecnologia da informação segue contratando. Foram 293 novos contratos no mês.

CIESP

O balanço da regional Campinas do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) mostrou que maio também foi complicado. Houve uma diminuição no volume de produção de 22% nas indústrias da região.

Apesar de ainda estar negativo, este número ainda é menor que abril. Naquele mês, 39% das indústrias, segundo a regional Campinas do Ciesp, tivera queda no volume de produção. 

BRASIL 

A economia brasileira gerou 120.935 empregos com carteira assinada em abril, segundo dados do Caged. Essa é a diferença entre as contratações, que somaram 1.381.767 no mês passado, e as demissões, que totalizaram 1.260.832.

Assim como ocorreu em Campinas, esse foi o menor saldo positivo mensal registrado em 2021. No mesmo mês do ano passado, foram fechadas 963.703 mil vagas, reflexo da pandemia do coronavírus na economia brasileira.

A comparação com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia no início do ano passado.



SEGUNDA ONDA DA COVID

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que o ritmo mais lento de criação de empregos formais em abril, na comparação com os meses anteriores, está relacionado com o pico da segunda onda da Covid-19 na economia.

"O distanciamento social e prudência fizeram com que houvesse retração [no ritmo de empregos criados em abril] mas, mesmo assim, prossegue forte o mercado de trabalho em contraste com a primeira onda, quando perdemos quase 1 milhão de empregos", declarou.

Ele voltou a defender o processo de vacinação em massa para permitir um retorno seguro ao trabalho.

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