Possível crise hídrica preocupa indústrias da região de Campinas
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Possível crise hídrica preocupa indústrias da região de Campinas

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Uma possível crise hídrica tem preocupado as indústrias da região de Campinas. Segundo a regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), uma pesquisa mostrou que as companhias já vislumbram problemas com abastecimento e energia e, por isso, procura alternativas para diminuir os reflexos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta terça-feira (22) que o Brasil terá que passar por um "período educativo" de racionamento de energia para evitar uma "crise maior" - leia mais abaixo.

Segundo a pesquisa, com dados de junho, 88% da indústrias consideram que estão preocupadas com uma nova crise hídrica. Além disso, outro item da sondagem mostra que 57% das empresas registraram aumento nos custos de água e energia elétrica em comparação com o mês anterior.

Na avaliação do vice-diretor, José Henrique Toledo Corrêa, a preocupação existe com "a falta de água e de energia, que pode repercutir na atividade industrial, embora as indústrias, a partir da última crise energética, passaram a adotar diversas medidas para redução de consumo e outras alternativas, como o reúso da água nas suas atividades produtivas".

Ele também mencionou a possibilidade da realização de campanhas para redução do uso da água, como adotadas pelo Ciesp no passado, em situações semelhantes.

A CRISE

O presidente da Câmara, Arthur Lira afirmou que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque já fez um alerta sobre o tema.

"O ministro Bento esteve comigo fazendo uma análise do cenário, garantindo que não vamos ter nenhum tipo de apagão, mas vamos ter que ter um período educativo aí de algum racionamento para não ter nenhum tipo de crise maior", afirmou Arthur Lira.



O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí informou que emitiu três alertas aos municípios que dependem dos reservatórios municipais para garantir o abastecimento de água.

Pelo menos 57 cidades que fazem parte do consórcio - a maioria na região de Campinas - podem sofrer com a crise hídrica neste ano.

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