Lair Zambon, secretário de Saúde de Campinas.
Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
Lair Zambon, secretário de Saúde de Campinas.

A Secretaria de Saúde projetou nesta sexta-feira (25) uma melhora na pandemia de covid-19 em Campinas a partir do final do mês de julho. A análise da Prefeitura foi feita hoje na Comissão Especial de Estudos da Câmara de Campinas.

Segundo o secretario de Saúde, Lair Zambon, o município deve começar a sair da pandemia daqui um mês, aliando a vacinação contra o coronavírus e as pessoas que adquiriam imunidade celular por terem tido a doença.

"Ainda temos alta demanda de leitos, o que deve seguir por dez dias, e então os casos vão começar a cair lentamente até que, em agosto, essa queda seja mais consistente", avaliou.

Além de Zambon, participaram da reunião a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças da Pasta, Valéria Almeida.

MONITORAMENTO

O monitoramento de indicadores da pandemia no município foi abordado pelo secretário como fator responsável para que o município pudesse tomar medidas restritivas antes do Estado, possibilitando, proporcionalmente, a ocorrência de menos mortes no mês de abril, em relação a março, do que o Estado.

A coordenadora Valéria Almeida disse que Campinas passa, agora, por uma estabilização nestes indicadores da covid-19. "Após o pico no mês de março, vínhamos em queda e tivemos uma pequena subida, o que nos fez tomar medidas mais restritivas. Mas nas últimas semanas o número de casos parou de crescer não diminuiu mas há uma estabilização", disse.

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COBERTURA VACINAL

Campinas já tem cerca de 18% de cobertura vacinal contra a covid-19 e o impacto será sentido quando houver uma boa parcela imunizada, conforme Valéria. Ela destacou ainda que no mês de julho, haverá uma ampliação da cobertura, com um grande volume de pessoas entre 60 e 69 anos recebendo a segunda dose.

"A vacinação, porém, não pode ser a única estratégia. Nenhuma vacina é cem por cento eficaz individualmente. Coletivamente, diminui a circulação do vírus, mas ele não vai deixar de existir. Temos que adotar múltiplas estratégias", disse Valéria.

SEGUNDA ONDA

Sobre a segunda onda pandêmica em 2021, Valéria afirmou que, no momento, a população já não estava mais seguindo o mesmo isolamento e, com isso, além do atendimento aos casos de covid-19, as portas dos prontos-socorros e pronto atendimentos passaram a ser pressionadas por pacientes com traumas, devido a acidentes. Além disso, a restrição de alguns serviços de saúde levou à descompensações de doentes crônicos.

As necessidades especiais de assistência a pacientes sequelados pela covid-19 também foi pontuada. São pessoas com sequelas respiratórias, fibrose pulmonar, questões cardíacas e perda de força muscular devido ao tempo prolongado em UTI. Parte desses pacientes está sendo atendida pela própria estrutura da Secretaria e para os mais severos, considera-se uma parceria com a Unicamp.

EDUCAÇÃO

Sobre a volta às aulas no município, a especialista explicou que a situação é controlada. "Os surtos em escolas são poucos, principalmente se comparados ao mercado de trabalho. Entendemos que a escola e o ensino são serviços essenciais e devem retornar, sim, para que as crianças não sejam mais prejudicadas", pontuou Valéria.


RECURSOS HUMANOS

O secretário de Saúde destacou ainda que mesmo que possa haver um déficit financeiro no orçamento, devido ao menor repasse de verbas pelas demais instâncias governamentais, a Prefeitura otimizará recursos e não faltará dinheiro para a saúde.

Lair Zambon contou que está em trâmite uma contratação emergencial de cem técnicos de enfermagem. "Chamamos quase todos os médicos do concurso anterior e em torno de dez meses estará pronto novo concurso, quando os contratos emergenciais que foram feitos neste momento vencerão".

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