Campinas irá receber testes da efetividade da Coronavac contra variantes.
Adriano Rosa/Prefeitura de Campinas
Campinas irá receber testes da efetividade da Coronavac contra variantes.

Um estudo sobre a efetividade da vacina Coronavac, do Instituto Butantan, em diferentes grupos etários e em relação às variantes do vírus da covid-19, está sendo realizado em Campinas.

A pesquisa começou na última quarta-feira (18) e foi anunciada nesta sexta-feira pela Prefeitura de Campinas. A pesquisa é financiada pelo Instituto Butantan e realizada por meio de uma parceria entre a Santa Casa de São Paulo, o Departamento de Medicina Preventiva e Tropical da Universidade de São Paulo e a Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília.

O projeto vai acontecer até fevereiro de 2022 e será realizado também em Araraquara. A escolha das cidades, segundo a coordenadora do estudo em Campinas e diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), Andrea von Zuben, aconteceu em razão de os dois municípios terem vigilâncias fortes e eficientes.

"Integrar este estudo é também uma questão simbólica. Trata-se de um reconhecimento ao nosso trabalho e ao mesmo tempo nos impõe maior compromisso no sentido de manter o rigor técnico, o aprimoramento da gestão e a mobilização das equipes", afirmou Andrea.

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O ESTUDO

Pacientes com suspeita de covid-19 vacinados com Coronavac (uma ou duas doses) ou ainda não vacinados que estiverem sendo atendidos no Hospital Mário Gatti, UPA Campo Grande e nos centros de saúde Ipaussurama, Santa Lúcia, Orosimbo Maia e São Marcos poderão ser entrevistados por equipes da secretaria de Saúde.


Além da entrevista, será feito o exame RT-PCR. Se for confirmado o diagnóstico de covid-19, será realizada a genotipagem para identificação da variante.

"Esses pacientes serão acompanhados por até 30 dias. Se estiverem internados, o acompanhamento será pelos registros da hospitalização. Se a recuperação for em casa, será feito por telefone", explica a enfermeira do Devisa Christiane Ambrósio, que é uma das entrevistadoras da pesquisa.

De acordo com a enfermeira, serão avaliadas, em cada município participante, 1,8 mil pessoas com sintomas de covid-19 e que realizarem o exame PCR, sendo 600 de cada grupo etário: de 18 a 59 anos, 60 a 79 anos e de 80 ou mais anos.

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