Incêndio registrado em área de proteção ambiental de Joaquim Egídio em setembro do ano passado.
Divulgação/PM Ambiental
Incêndio registrado em área de proteção ambiental de Joaquim Egídio em setembro do ano passado.

A RMC (Região Metropolitana de Campinas) está entre as principais áreas que enfrentarão momentos de calor intenso em todo o Estado de São Paulo até a próxima quinta-feira (26) aumentando o risco de incêndios, segundo a Defesa Civil.

Ontem, o órgão estadual já emitiu um alerta sobre o risco já que as temperaturas máximas poderão chegar a 35°C com sensação térmica próxima de 36ºC. Esta semana será o pior período da estiagem e há previsão de chuva somente na sexta-feira, dia 27.

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a umidade do ar se manteve baixa nas últimas semanas, levando a uma situação muito crítica para Campinas e a região.

"Estamos em uma situação difícil e é preciso tomar todas as medidas de prevenção, já que a probabilidade de ocorrência de incêndios é máxima. Qualquer tipo de incêndio fica potencializado e a população deve evitar colocar fogo para limpar e preparar terrenos ou queimar lixo. Além disso, há pessoas que soltam balões, o que é um crime ambiental", afirmou.

EVITE FOCOS DE INCÊNDIO  

Para combater esse tipo de ação, a Defesa Civil alertou que é preciso que as pessoas tomem cuidado para evitarem esse tipo de situação. Em caso de ver algum foco de incêndio é preciso acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).

"Não é recomendado que uma pessoa, sem treinamento e equipamentos necessários, tente apagar o incêndio, pois ela corre o risco de se ferir durante a ação", informou.

FOGO E MULTA

Com a baixa Umidade Relativa do Ar (às 11h20 de ontem, o índice estava em 18,8%), colocando o município em estado de alerta, os incêndios pioram a qualidade do ar e se tornam um problema de saúde pública. O Estado de Alerta é registrado quando a URA está entre 12% e 20%. 

A lei municipal 16.024 de 2020 proíbe provocar incêndios para preparar terreno ou fazer limpeza de mato e lixo orgânico. A multa começa em R$ 19 mil e, a depender da magnitude e extensão, pode aumentar. A legislação fica mais rigorosa no período da estiagem, tendo os baixos índices de umidade do ar como agravantes.   

OPERAÇÃO ESTIAGEM 

A Operação Estiagem termina no dia 31 de setembro. A Defesa Civil monitora as áreas de incêndios com o uso de drone e também e com imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Instituto fornece imagens capturadas por satélites que possam ajudar a Defesa Civil a identificar terrenos que apresentem algum potencial de risco no município. 

A secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS), que integra a Operação Estiagem, aplica as medidas necessárias, preventivas e punitivas, para combater as queimadas.

Provocar incêndio ambiental é crime. Poderão ser aplicadas penalidades de advertência e multa, variando de 80 a 80 mil Unidades Fiscais de Campinas (UFICs), valores que correspondem de R$ 290 a R$ 290 mil, sem prejuízo das medidas de reparação e de compensação dos danos causados. Quando ocorrerem em áreas especialmente protegidas, o valor das multas é dobrado, podendo chegar a R$ 580 mil.


QUEM PROVOCA INCÊNDIOS?

Estudos apontam que a maior parte dos incêndios florestais é decorrente de ação antrópica causados pelo homem, de maneira acidental ou intencional, sendo as causas mais comuns:  

Queimada para limpeza de terreno ou destruição de lixo;
Cigarros descartados acesos às margens de rodovias;
Soltura de balões: além de ser crime, estudos apontam que a cada três balões postos no ar, dois caem acesos

Você viu?


    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários