Campinas não tem data definida para iniciar aplicação da dose de reforço.
Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas
Campinas não tem data definida para iniciar aplicação da dose de reforço.


Apesar do governo paulista ter previsto o início da aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 chamada terceira dose da vacina para hoje (6) nas cidades do Estado , a Prefeitura de Campinas informou que não iniciou as aplicações . O motivo é a falta de doses e por isso ainda não tem uma data certa para iniciar a aplicação do reforço em idosos. 

Na última semana, a secretaria de Saúde afirmou que a imunização em terceira dose teria início nesta semana, começando pela vacinação de idosos acamados e de moradores de ILPIs (Instituições de Longa Permanência). No entanto, nesta segunda-feira (6) a Administração confirmou que a vacinação em terceira dose ainda não começou na cidade. 

ESTA SEMANA?

Segundo o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), a vacinação dos acamados e de idosos em asilos deve começar nesta semana, mas ainda não há um dia exato. 

A Prefeitura disse também que aguarda a chegada de mais doses para disponibilizar o reforço para o público de idosos. Para a dose extra será aberto um novo agendamento para os idosos que completaram a vacinação em duas doses há mais de seis meses. 

Em cidades da região, Sumaré já começou a aplicar a terceira dose nesta segunda. Já Holambra e Indaiatuba anunciaram que vão começar a aplicação na população a partir de quarta-feira (8). 

COMO VAI FUNCIONAR

De acordo com a diretora do Devisa, Andrea von Zuben, a vacinação da dose de reforço em Campinas vai começar pelos idosos acamados e moradores de ILPIs (Instituições de Longa Permanência). Profissionais da saúde irão até esse público. 

O reforço contempla as pessoas a partir de 60 anos que receberam a segunda dose há pelo menos seis meses. "Nossas equipes irão até a casa dos idosos acamados e às ILPIs, como já foi feito nas primeiras etapas", disse a diretora.

Depois que esses grupos tiverem recebido a dose de reforço, será aberto agendamento em ordem decrescente, conforme determinação do PEI (Programa Estadual de Imunização), até atingir todas as pessoas com 60 anos ou mais. 

NÚMERO

Em Campinas, segundo levantamento do Devisa, esse público da primeira etapa é composto por 4.157 pessoas

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A vacinação será nos 64 Centros de Saúde municipais que já fazem a imunização dos demais públicos (apenas as unidades do Campina Grande, Carlos Gomes e Boa Esperança não aplicam a vacina contra a Covid). 

A secretaria Municipal de Saúde aguarda orientação oficial do Estado e a chegada de doses para definir a vacinação detalhadamente. 

REFORÇO NA IMUNIZAÇÃO

A dose de reforço foi anunciada pelo governo do Estado no dia 25 de agosto. A vacinação, prevista para início nesta segunda (6) deverá contemplar todos os idosos com mais de 60 anos e imunossuprimidos até o dia 10 de outubro. 

O objetivo principal é garantir proteção adicional à população mais vulnerável a variantes mais contagiosas do coronavírus, como a delta. Em Campinas, a Saúde já confirmou casos da variante na cidade.

Entre os idosos, poderão tomar a dose adicional àqueles que já tomaram a segunda dose há pelo menos seis meses, ou seja, até março. No caso de imunossuprimidos será necessário ter completado o esquema vacinal há 28 dias. 

Entre os imunossuprimidos, estão incluídos moradores transplantados, pacientes em hemodiálise, quimioterapia, aids, entre outros com alto grau de imunossupressão. 

VEJA DATAS DA DOSE DE REFORÇO ANUNCIADAS PELO GOVERNO:

- 6 de setembro a 12 de setembro: Pessoas com 90 anos ou mais
- 13 a 19 de setembro: Pessoas com idade entre 85 a 89 anos
- 20 a 26 de setembro: Pessoas com idade entre 80 a 84 anos e imunossuprimidos
- 27 de setembro a 3 de outubro: Pessoas com idade entre 70 a 79 anos
- 4 a 10 de outubro: Pessoas com idade entre 60 e 69 anos 


DIFERENÇAS

O plano de vacinação para doses adicionais do governo estadual de São Paulo difere do elaborado pelo governo federal.
O Ministério da Saúde recomendou a dose de reforço para pessoas com mais de 70 anos e imunossuprimidos e determinou que a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. 

Já o governo de São Paulo anunciou que a dose adicional deve ser destinada a todos com mais de 60 anos, além de imunossuprimidos, e não estipulou o fabricante da dose a ser utilizada no reforço.

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