CDHU oferece renegociação para 2 mil mutuários da RMC
Reprodução: ACidade ON
CDHU oferece renegociação para 2 mil mutuários da RMC

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) anunciou nesta semana o início da campanha para regularização das dívidas contraídas por 42.395 mutuários do estado de São Paulo. Destes, 2.010 são da RMC (Região Metropolitana de Campinas), o que equivale a 4,7% do total.

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Os acordos são oferecidos para quem tem pendências a partir de janeiro de 2020 "em razão da perda de emprego ou renda por causa das medidas restritivas impostas" na pandemia, diz o comunicado oficial da companhia. Veja como aderir abaixo.

Campinas é a cidade com maior número de inadimplentes: 523. Já Cosmópolis, Engenheiro Coelho e Holambra não possuem hoje endividados. Veja a lista:

- Campinas: 523
- Americana: 129
- Artur Nogueira: 18
- Hortolândia: 293
- Indaiatuba: 110
- Itatiba: 314
- Jaguariúna: 7
- Monte-Mor: 73
- Nova Odessa: 17
- Paulínia: 28
- Pedreira: 81
- Santa Bárbara D'oeste: 194
- Santo Antônio de Posse: 6
- Sumaré: 73
- Valinhos: 53
- Vinhedo: 91

OBJETIVO DA CAMPANHA

No total, a dívida dos mutuários contemplados chega a R$ 113,1 milhões. O objetivo da campanha, que ainda não tem prazo para terminar, é assegurar a manutenção dos imóveis dos mutuários, e aumentar a arrecadação . Conforme a pasta de Habitação, todos os valores serão reinvestidos em novas moradias.

Segundo o secretário de Estado da Habitação, Flavio Amary, a ideia é que os valores sejam quitados sem juros, multa ou entrada. "Queremos incentivar os mutuários a regularizar suas dívidas e assim começar o ano com mais tranquilidade. Por isso estamos oferecendo condições muito especiais", diz.

QUAIS GRUPOS?

Os acordos são direcionados para dois grupos de mutuários. No primeiro, estão incluídos 15.714 contratos inadimplentes que não tinham realizado nenhum acordo anterior com a CDHU. O segundo grupo é formado por 26.681 mutuários que já possuem algum tipo de acordo administrativo ou judicial.

Em ambos os casos, a companhia oferece pagamento à vista ou parcelamento do débito sem cobrança de juros, multa e entrada, e parcela mínima de R$ 55,00.

A diferença é que no primeiro grupo o parcelamento é feito ao longo da vigência do financiamento e a primeira prestação pode ser paga em até 60 dias. Já no segundo, é prevista a suspensão das prestações em atraso para serem pagas ao final do contrato. Neste caso, o pagamento deve ser retomado em até 30 dias.

COMO ADERIR

Para aderir ao acordo sem entrada, o mutuário com dívidas a partir de janeiro de 2020 deverá acessar o site da CDHU ( www.cdhu.sp.gov.br/acordoespecial ).

Já o mutuário que tem um acordo e ficou em atraso a partir de janeiro de 2020 deverá ingressar no site www.cdhu.sp.gov.br/suspensao .



Em ambos os casos, o mutuário também pode obter informações no Alô CDHU pelo número 0800 000 2348 ou agendando atendimento presencial nas gerências regionais da companhia.

ANTES DE 2020

Para os mutuários que possuem dívidas anteriores a 2020, a CDHU informou que vai oferecer a oportunidade de efetivação de acordo administrativo, com o pagamento de entrada em uma prestação. Há 8.003 famílias nesta situação.

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