Prefeito de Campinas, Dário Saadi, durante live via Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
Prefeito de Campinas, Dário Saadi, durante live via Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)

A Prefeitura de Campinas decidiu, nesta quinta-feira (13), que vai proibir festas de Carnaval particulares. Além disso, também vai limitar o público de shows e outros eventos em 50% da capacidade máxima dos locais. 

O decreto será publicado nesta sexta (14) no DOM (Diário Oficial do Município) e terá validade a partir de sábado (15). Eventos públicos de Carnaval já estavam cancelados (leia mais abaixo). 

Agora, a decisão municipal ocorre um dia após o governador, João Doria (PSDB), recomendar a restrição aos municípios paulistas. 

Os anúncios foram feitos baseados na situação epidemiológica da cidade. Segundo a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), Andrea von Zuben, as decisões acontecem em meio ao avanço da variante ômicron. 

Na quarta (12), a Prefeitura anunciou as confirmações de dois casos importados da cepa do coronavírus. Von Zuben, porém, afirma que a ômicron já circula atualmente de maneira predominante entre a população. 

"É uma identificação tardia. A gente sabe que a ômicron já está prevalecendo no nosso município também. E o fato da variante ser mais transmissível... ela afeta muitos lugares ao mesmo tempo, como hospitais e transporte", diz. 

CARNAVAL

Depois de anunciar em novembro de 2021 o cancelamento de eventos públicos de Carnaval neste ano , a Prefeitura decidiu suspender também a autorização para a organização e a realização de festas particulares no município. 

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A intenção é evitar a propagação do coronavírus, principalmente da variante ômicron, em ambientes fechados ou de grande aglomeração, como geralmente ocorre em salões e espaços de clubes e blocos carnavalescos. 

OUTROS EVENTOS

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Além de barrar festas de Carnaval, Campinas também anunciou a restrição de público em 50% da capacidade em outros tipos de eventos. A medida também foi tomada sob a justificativa de evitar situações de transmissão da covid-19. 

A definição inclui shows em casas noturnas e espaços de eventos, mas não engloba jogos de futebol em estádios. Neste caso, o que vale é a definição de 70% feita pelo estado. A FPF (Federação Paulista de Futebol), inclusive, confirmou a adoção da medida. 

O funcionamento de bares e restaurantes e do comércio em geral, porém, não sofrerá restrição neste momento. 

PRESSÃO NA SAÚDE

Por conta do aumento de casos e da procura de moradores com suspeita da Covid-19 e de gripe em Campinas, a Rede Mário Gatti e as demais unidades de saúde registram demanda crescente desde o fim do ano passado. 

"A procura por atendimento está crescendo exponencialmente. Quadruplicou entre 15 de dezembro e 10 de janeiro. São 400 consultas diárias em cada uma das unidades da rede", explica o diretor técnico da Rede Mário Gatti, Carlos Arca. 


Sobre o número de moradores à procura de testes de Covid-19 na rede pública, o secretário de Saúde, Lair Zambon, também relata dificuldades. Isso porquê a situação epidemiológica atual também afeta diretamente os profissionais de saúde. 

"Os recursos humanos são finitos. Não adianta testarmos todo mundo neste momento, porque teremos problemas com insumos e também já temos com as pessoas que realizam os testes", reconhece ele.

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