Atendimentos da Defesa Civil explodem com temporais em Campinas.
Breno Valença Costa
Atendimentos da Defesa Civil explodem com temporais em Campinas.


As fortes chuvas que atingiram Campinas no mês de janeiro fizeram explodir as ocorrências atendidas pela Defesa Civil. Segundo levantamento do órgão, até o último dia 30 de janeiro foram atendidos 292 chamados. Em janeiro de 2021 os registros não passaram de 142 ocorrências uma alta de 105% se comparado.

O balanço, divulgado pelo órgão a pedido do acidade on hoje (1º), inclui ocorrências de alagamentos e riscos em casas, além de quedas de árvores e muros na cidade. 

OS CHAMADOS

Segundo a Defesa Civil, até o dia 30 de janeiro, o órgão foi acionado para 91 ocorrências de alagamentos de imóveis. Em janeiro de 2021 foram 15 ocorrências do mesmo tipo. 

As chuvas também provocaram 100 quedas de árvores até o último dia 30 . Já no ano passado, em todo o mês foram 48. O órgão ainda foi acionado para 38 ocorrências de queda de muro. Em janeiro de 2021 foram nove. 

A Defesa também recebeu em janeiro 14 chamados para quedas de galhos, 24 ocorrências de risco em imóvel e 25 de risco em habitações. 

MUITA ÁGUA

O mês de janeiro terminou com o total acumulado de 313 milímetros de chuva na cidade , segundo o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp. O Centro ainda informou que a chuva no mês superou a média histórica calculada nos últimos 32 anos, de 277,6 milímetros (leia mais abaixo). 

Vale destacar que o volume de chuva divulgado pelo Cepagri é medido em um único ponto onde está localizado sua estação de captação de volume de chuva no distrito de Barão Geraldo. 

AINDA COM CHUVAS

Nesta terça-feira, a Defesa Civil divulgou balanço atualizado das ocorrências provocadas pela chuva em Campinas durante a manhã de hoje. No total, foram mais duas quedas de árvore, um alagamento de imóvel, uma erosão em via pública e riscos de queda de muro e de imóvel. 

O órgão também confirmou que segue monitorando as 26 áreas de risco da cidade devido ao grande volume de chuvas.

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Os locais foram mapeados pelo Serviço Geológico Federal e classificados como alto risco de deslizamento e inundações.
Segundo a Defesa Civil Municipal, o monitoramento ocorre 24 horas por dia, por meio de uma equipe de 29 servidores que se revezam para atender as ocorrências. 

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ÁREAS DE RISCO DE CAMPINAS

- Vale das Garças - Vila Holândia;
- Jardim Santa Mônica, Jardim São Marcos e Jardim Campineiro;
- Jardim Ipaussurama;
- Jardim Rossin e Jardim Florence II;
- Jardim Florence I;
- Jardim Campo Grande;
- Sousas (Rua Quinze de Novembro "Beco do Mokarzel");
- Jardim Novo Flamboyant "Buraco do Sapo";
- Jardim Novo Flamboyant;
- Jardim Itatiaia, Jardim São Fernando e Jardim Baronesa;
- Jardim Andorinhas;
- Jardim Tamoio (Rua Salomão Abud)
- Parque Oziel;
- Jardim Monte Cristo, Jardim do Lago I e Jardim das Bandeiras II;
- Jardim Irmãos Sigrist;
- Jardim Santo Antônio (Rua Martinica);
- Parque Universitário (Avenida Aglaia);
- Jardim Campos Elíseos.

CHUVA NO MÊS

Os acumulados de 313 milímetros de chuva que atingiram Campinas no mês de janeiro superaram a média histórica calculada nos últimos 32 anos, de 277,6 milímetros. 

O índice também foi o maior volume registrado na estação desde 2017, quando choveu 355,3 mm. O recorde de chuva para janeiro foi registrado pelo Centro em 2005, quando o mês teve o acumulado de 424,7 milímetros de chuva na cidade. 

"Desde 2017 não tinha sido registrado um volume na média ou acima da média como foi neste mês de janeiro. As chuvas se concentram em dezembro, janeiro e fevereiro, principalmente em janeiro, que é o mês que temos a zona de convergência do Atlântico Sul. O fenômeno acabou ocorrendo em dois episódios nesse mês de janeiro, e nos últimos dias de forma bastante intensa, provocando chuvas generalizadas e isso fez elevar o volume nos últimos dias", explicou a meteorologista do Cepagri Ana Ávila, que também falou sobre os transtornos causados na região. 

"As chuvas têm impactos na região urbana e também nas regiões próximas a rios. Elas acabam fazendo com que rios transbordem e causam esses impactos na população, principalmente de famílias que vivem próximo a essas áreas", explicou. 


TRANSTORNOS

Os transtornos citados pela Defesa Civil foram sofridos por muitos moradores da cidade. O grande volume de chuva causou alagamentos em vias, casas e até hospitais da cidade .

As tempestades também provocaram quedas de árvore, muros e prejuízo para motoristas, que chegaram a ter carros levados pela força da água. Muitas famílias também acabaram perdendo móveis em casas que foram atingidas pela água. 



Não houve registro de vítimas fatais neste mês, ao contrário de dezembro. No último dia do ano, uma mulher de 59 anos morreu após cair e ficar presa embaixo de um carro durante uma enxurrada em Campinas . O caso foi na Avenida Princesa d'Oeste, ponto frequente de alagamentos.

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