Professoras da RMC estão entre 50 finalistas de prêmio Educador Nota 10
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Professoras da RMC estão entre 50 finalistas de prêmio Educador Nota 10


As professoras de Língua Portuguesa Francislene Naves e Natasha Mogno, de Campinas e Vinhedo, respectivamente, estão entre os 50 finalistas do prêmio Educador Nota 10, que lista os docentes que se destacaram na educação básica brasileira.

A seleção foi divulgada nesta terça-feira (8). F rancislene dá aula na Escola Estadual Professor Luiz Galhardo, em Campinas. Ela produziu podcasts com os alunos do 8º e 9º ano, chamado de "Fala, Galhardo!", inteiramente à distância.

Os estudantes elaboraram podcasts sobre temas como música, jogos, animes, séries e filmes. A turma contou com o apoio de estagiárias da residência pedagógica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), uma parceria entre universidade e escola pública.

Ao final das gravações, alguns estudantes gostaram tanto da experiência que entregaram trabalhos para outros professores também no formato podcast.  "Quanta alegria ser reconhecida por meu trabalho e saber que fiz e faço diferença na vida de meus alunos!", disse ela.

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EM VINHEDO

Em Vinhedo, Natasha dá aula na Sant'Anna International School e conquistou a indicação com o trabalho "Escritas de si: memórias pandêmicas", feito com estudantes do 9º ano.

No início de 2021, com o ensino na modalidade híbrida e só parte dos alunos na escola, a professora resolveu ir na contramão de trabalhos com tecnologia e sugeriu aos estudantes uma atividade artesanal: costurar e decorar seus próprios cadernos.

De acordo com a professora, a inspiração foi a leitura de "Becos de Memória", de Conceição Evaristo, e a construção do conceito de "escrevivência", definido pela autora na apresentação da obra.



A cada trecho do livro, a professora fazia uma proposta de produção aos alunos e eles foram aos poucos escrevendo suas próprias memórias, à mão, nos cadernos. A última etapa foi a confecção da capa do caderno.

"Foi um projeto muito bonito e têm uma história bonita com a minha vida. Minha avó era costureira e sempre admirei isso, mas não sabia costurar. Na pandemia, morava sozinha e fiquei isolada. Comecei a aprender a costurar cadernos, era uma terapia. E aí, ensinei os meus alunos a costurarem também. Eles escreveram, então, as memórias pandêmicas deles. Ficou muito legal. Estar entre os finalistas é gratificante e é muito bom quando vem o reconhecimento de outros espaços. Muito bom ser reconhecido pelo que a gente ama, que é educar", disse.

PRÓXIMA FASE

Agora, ambas continuam na seleção por uma vaga entre os dez vencedores da 24ª edição do prêmio e pela chance de disputar o título de Educadora do Ano.

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