José Tadeu Jorge, secretario de Educação.
Reprodução/PMC
José Tadeu Jorge, secretario de Educação.


Seis escolas de Campinas seguem sem aulas nesta sexta-feira (11) por causa da paralisação de funcionários de uma empresa terceirizada, que presta serviço para a Administração. Apesar da promessa de retorno, parte dos funcionários alega não ter recebido o salário nessas unidades.

Ontem 125 unidades foram afetadas devido à greve. Hoje as seis unidades continuam sem atividades mesmo a secretaria de Educação de Campinas ter confirmado ontem (10) que as aulas nas escolas e creches municipais seriam normalizadas nesta sexta-feira. O número das escolas afetadas foi confirmado pela própria pasta.

Ontem, a empresa Especialy disse que efetuaria o pagamento aos funcionários até as 17h. No fim do dia, a Prefeitura afirmou que terceirizada concluiu os depósitos dos salários atrasados de todos os funcionários. 

No entanto, parte dos empregados informou que ainda não teria recebido o pagamento. No CEI (Centro de Educação Infantil) Jardim Santo Expedito, dos quatro trabalhadores de limpeza que atuam no local, apenas uma teve o pagamento efetuado até o período da manhã. 

"Eles prometeram pagar e não recebemos. Já está atrasado há uma semana. Também atrasaram o vale-alimentação e pagam errado. O sindicato disse que a empresa garantiu que ia cair o dinheiro, mas na verdade não caiu. Estamos aguardando a resposta, assim que tiver, a gente decide se trabalha ou não", disse Vera Nominato. 

Caso a situação não seja totalmente resolvida, os funcionários ameaçam uma nova paralisação. 

Mesmo nas unidades que funcionaram, o movimento de alunos foi baixo durante a manhã porque parte dos pais não foi avisado pela administração de que as aulas iriam voltar. 

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Nesta manhã, a Prefeitura de Campinas respondeu informando sobre as unidades afetadas, e ressaltando que está aberto o processo de penalização da empresa prestadora de serviço. 

"Em relação ao pagamento dos funcionários, a Especialy apresentou comprovante à Secretaria de Educação que aponta o pagamento a todos os seus colaboradores cerca de 100 deles que tiveram os vencimentos depositados no final da tarde de ontem, já estão com os valores creditados nas contas, segundo a empresa", diz a nota. 

Sobre a volta às aulas, a Secretaria de Educação informa que todos os gestores foram informados sobre o retorno às atividades nesta sexta-feira. 

HISTÓRICO

A paralisação dos trabalhadores começou na terça (8) e ganhou mais força na última quarta (9). Já nesta quinta 125 escolas e creches foram afetadas pela greve. 

Ao longo dos dois últimos dias os funcionários fizeram atos cobrando soluções da Prefeitura. O grupo acusa a terceirizada de não honrar com a data dos vencimentos. 


Além disso, obrigações trabalhistas também não seriam cumpridas. Entre elas, a falta de pagamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e de benefícios. 

Em nota, a Prefeitura reiterou ainda que os repasses estão em dia para a empresa - que teve os recursos bloqueados devido a uma ação judicial. 

O contrato com a Especialy foi firmado em outubro de 2021 e a empresa possui cerca de 700 funcionários. O repasse mensal da Prefeitura é de R$ 2.580.303,30.

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