Hospital Mário Gatti (Foto: Carlos Bassan/PMC)
Hospital Mário Gatti (Foto: Carlos Bassan/PMC)

O Hospital Municipal Mário Gatti anunciou hoje (11) que pretende retomar na próxima segunda-feira (14) o agendamento de cirurgias eletivas - aquelas consideradas não urgentes - após a suspensão dos procedimentos.

A suspensão ocorreu no dia 20 de janeiro, por conta do alto número de profissionais da saúde afastados com suspeita ou confirmação de quadros respiratórios e covid-19.

Na época, a média de desfalque diária era 60 trabalhadores, de acordo com a Prefeitura. Janeiro, inclusive , registrou uma explosão de casos confirmados de covid-19, em Campinas. Ao todo, foram 6.456 notificações recebidas pela Saúde nos 31 dias do mês passado, com alta de 492% em comparação com último mês de 2021.

Já nesta sexta-feira, são 12 profissionais afastados no Mário Gatti.

Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que "além disso, está havendo uma redução na busca por atendimento de pacientes com sintomas respiratórios nas portas das unidades da Rede Mário Gatti e de necessidade de internação, o que permite liberar leitos para as cirurgias eletivas".

ATENDIMENTOS

A média de atendimento de sintomáticos respiratórios em janeiro foi de 1.704 por dia e em fevereiro, até ontem (10) está em 1.036, uma redução de 39,2%, o que mostra uma tendência de queda aparentemente sustentada.

O diretor técnico do Hospital Mário Gatti, Carlos Arca, afirma que serão necessários mais alguns dias para verificar se essa tendência se confirma.

AGENDAMENTOS

Ele informa que os pacientes que estavam com cirurgias agendadas, e que foram adiadas, serão contatados pelo hospital para a marcação de nova data. Para aqueles que esperam pelo agendamento de uma cirurgia eletiva, está sendo organizada uma escala para que os médicos possam encaminhar seus pacientes para a marcação dos procedimentos.

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O QUE FOI FEITO


Nesse período em que os agendamentos foram suspensos, o Hospital Mário Gatti permaneceu realizando cirurgias eletivas oncológicas e aquelas consideradas inadiáveis (cuja não realização possa causar dano permanente ao paciente). Em média, 15 cirurgias entre urgências, eletivas inadiáveis e oncológicas, estão sendo realizadas por dia desde a suspensão dos agendamentos.

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