Cientistas da Unicamp durante o desenvolvimento de medicamento para câncer.
Pedro Amatuzzi/Agência de Inovação Inova Unicamp
Cientistas da Unicamp durante o desenvolvimento de medicamento para câncer.


A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) assinou R$ 72 milhões em recursos voltados para pesquisa no ano passado . Ao todo são 86 convênios de pesquisa e desenvolvimento. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (22) pela universidade.

O número de parcerias foi, inclusive , um número recorde desde que o indicador passou a ser acompanhado pela Agência de Inovação Inova Unicamp em 2016. Os dados estão no Relatório Anual da Inova Unicamp, órgão da universidade responsável pela interação universidade-empresa com foco em inovação.

Ainda de acordo com a Unicamp, as cooperações tem como objetivo estimular a inovação em processos, produtos e serviços em diversas áreas e aceleram a transferência de tecnologias e conhecimentos desenvolvidos na universidade para o mercado.

INVESTIMENTO

A professora Ana Frattini, diretora-executiva da Inova Unicamp, disse que o resultado demonstrou a retomada de investimento do setor empresarial em pesquisas colaborativas com a universidade, mesmo com o valor total ainda inferior ao atingido em anos anteriores à pandemia.

"Depois de uma queda em 2020, o valor total dos convênios celebrados demonstrou clara recuperação. Ainda não voltamos aos patamares de 2018 e 2019, quando a universidade assinou mais de R$ 130 milhões em pesquisa com o setor empresarial por ano, mas os mais de R$ 72 milhões assinados em 2021, representaram um aumento de 65% com relação ao que foi fechado em 2020", disse ela.

BENEFÍCIOS FISCAIS

O relatório divulgado pela Unicamp detalha ainda que 75% do investimento em pesquisa vindos das parcerias com o setor empresarial são de recursos provenientes de incentivos e benefícios fiscais, além de cláusulas obrigatórias, especialmente nos setores elétrico e de óleo e gás brasileiros.

O diretor-executivo associado da Inova Unicamp, Renato Lopes, afirmou que projetos em grandes temas estratégicos colaboram para aumentar o número de P&Ds.

"As facilidades trazidas pelo Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, sob gestão da Inova, com laboratórios de ponta da universidade também são um elemento de atração de empresas para o desenvolvimento de pesquisa em parceria com a Unicamp", disse.

Um exemplo importante de projetos estratégicos são aqueles financiados pelo Programa Rota 2030 do governo federal. Este programa apoia o desenvolvimento tecnológico do setor automotivo brasileiro para ampliar a participação nacional no mercado global. Para isso, o Programa reduz a alíquota de importação de autopeças e as empresas depositam 2% do valor importado em projetos de P&D de novas tecnologias em parceria com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), como a Unicamp.

Desde 2020, já foram assinados na Unicamp 11 convênios de P&D no escopo do Programa Rota 2030 nas linhas de bioenergia, propulsão alternativa à combustão, melhoria de eficiência e segurança de veículos, envolvendo as Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM), Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI) e Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, além de 13 empresas e outras 10 ICTs. O valor total dos convênios assinados é de R$ 44 milhões, sendo R$ 16 milhões de investimento para a Unicamp.

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TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Segundo a diretoria-executiva da Inova Unicamp, o aumento de convênios colaborativos firmados representa o interesse pela negociação e estreitamento de relacionamento universidade-empresa tanto pela comunidade Unicamp quanto pelas empresas em prol da inovação aberta em diferentes áreas.

Dos convênios assinados, a maioria são da área de Tecnologia da Informação com 20 projetos, seguido pelo setor de Petróleo e Gás com 12 convênios, mas com presença de diferentes setores.

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