Rede Mário Gatti - Hospital Municipal de Campinas (SP)
Divulgação PMC
Rede Mário Gatti - Hospital Municipal de Campinas (SP)

Dois pacientes que estavam internados na área isolada  da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, infectados pela superbactéria KPC, tiveram suas mortes confirmadas nesta segunda-feira (06). Segundo a rede de saúde, embora os pacientes estivessem infectados, a causa das mortes não foi atribuída à bactéria. Não foram divulgadas informações sobre identidade, idade ou sexo das vítimas.

Dados divulgados pela Rede Mário Gatti, afirmam que oito pacientes com KPC seguem internados na UTI. Um paciente que estava isolado na enfermaria precisou ser transferido para UTI.

A UTI do hospital está parcialmente fechada desde o dia 10 de março, após a identificação inicial de sete casos de infectados pela bactéria. A previsão é de que a interdição dure cerca de 30 dias, período em que a unidade passa por reformas para reforçar os protocolos de controle epidemiológico. Parte da estrutura já foi readequada, com sete leitos concluídos, enquanto outros 13 ainda estão em obras.

Após a finalização da segunda etapa, os pacientes, que estão atualmente em uma UTI provisória, serão transferidos para a área reformada. Já os casos com KPC permanecerão em leitos isolados, permitindo a retomada gradual do atendimento a novos pacientes.

Sobre a bactéria

A bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) é considerada uma “praga” em ambientes hospitalares, por se alastrar rapidamente e podendo ser mortal para recém-nascidos ou pacientes muito debilitados.

A superbactéria é resistente a vários antibióticos, por isso, é mais difícil de ser combatida. Ela foi identificada no Brasil, nos anos 2000, e desde então surtos são registrados de tempos em tempos.

A transmissão pode ocorrer por meio do contato com fluidos da pessoa infectada ou por aparelhos de ventilação mecânica, cateteres e sondas. Se existir falha no processo de higiene ou desinfecção do ambiente hospitalar, a superbactéria pode se alastrar de pessoa para pessoa, na chamada transmissão cruzada.

O tratamento é feito com antibióticos muito fortes, ou combinação de mais de um medicamento, inibindo a enzima do KPC de atuar. Mas para os medicamentos serem eficientes, o diagnóstico precisa ser rápido e o início do tratamento também.

Quais os sintomas?

As infecções mais comuns em diagnósticos de KPC são:

- infecções de corrente sanguínea (sepse)
- pneumonia
- infecções do trato respiratório
- infecções urinárias, embora menos frequentes
- infecções de feridas operatórias


Ações para combate à bactéria

Os pacientes infectados foram isolados dos demais em um salão específico da UTI, com equipe exclusiva para atendimento, como medida de contingência ao surto da superbactéria, informou a administração municipal.

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