A direção perigosa está ligada ao excesso de confiança na direção, exibicionismo e enfrentamento do risco
Divulgação Emdec
A direção perigosa está ligada ao excesso de confiança na direção, exibicionismo e enfrentamento do risco

Com 711 infrações por condutas de risco envolvendo motociclistas, no período de 2025 a março de 2026, a cidade de Campinas, no estado de São Paulo, apresentou um balanço com as principais autuações que colocam em risco os motoristas e outras pessoas no trânsito. Os dados foram divulgados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), responsável pelo trânsito na metrópole.

De todas as autuações, 431 foram por falta de capacete, enquanto 103 foram por manobras perigosas, como arrancadas bruscas, frenagens com deslizamento e exibições de risco. Além dessas, 177 registros envolveram malabarismos e equilíbrios em uma roda só, conhecido como a manobra de “empinar”.

Confira as infrações registradas por períodos

Arrancadas bruscas:
2025: 63
2026 (até março): 16

Derrapagens ou frenagens com deslizamento:
2025: 20
2026 (até março): 4

Malabarismos ou equilíbrio em uma roda:
2025: 155
2026 (até março): 22

Condução sem capacete:
2025: 211
2026 (até março): 68

Garupa sem capacete:
2025: 131
2026 (até março): 21

A Emdec informou que a identificação dessas infrações são feitas principalmente por agentes de trânsito, os chamados “flagrantes”. Mesmo quando não há abordagem direta, é necessário que o comportamento seja presenciado.

Muitos casos também envolvem placas adulteradas, ocultas ou sem identificação, o que dificulta a autuação dos condutores.

LEIA MAIS: Viracopos: câmeras flagram 103 infrações por parada irregular

Quais as penalidades aplicadas em cada caso?

A prática de direção perigosa é considerada infração gravíssima, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). As consequências são:

- Multa de R$ 2.934,70
- Direito de dirigir suspenso
- Veículo removido ao pátio
- Em caso de reincidência dentro de 12 meses, o valor da multa pode chegar a R$ 5,9 mil.

Em casos de pilotar sem capacete, transportar passageiros sem o equipamento ou realizar manobras como empinar também são consideradas gravíssimas, com penalidade e suspensão da habilitação.

Acidentes fatais

Um levantamento da Emdec apontou que entre 2021 e 2025, 19 mortes no trânsito estiveram associadas à falta de capacete e a realização de manobras perigosas.

A ausência do capacete foi relacionada a 12 mortes, sendo 11 em vias urbanas e um em rodovias. Já a direção perigosa esteve ligada a sete óbitos, com três ocorrências em áreas urbanas e quatro em rodovias.

Na maioria dos casos, os motoristas estavam sem capacete por se tratar de um trajeto próximo, desconsiderando a necessidade do uso do equipamento de segurança.

Já a direção perigosa está ligada ao excesso de confiança na direção, exibicionismo e enfrentamento do risco.

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes