
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira (22) um reajuste de 9,15% na conta de luz de residências atendidas pela concessionária CPFL Paulista. Ao todo, 17 cidades da região de Campinas, em São Paulo, serão impactadas.
Lista de cidades da região que sofrerão mudanças na conta:
Águas de Lindóia (SP)
Americana (SP)
Amparo (SP)
Campinas
Espírito Santo do Pinhal (SP)
Hortolândia (SP)
Itapira (SP)
Lindóia (SP)
Monte Alegre do Sul (SP)
Monte Mor (SP)
Morungaba (SP)
Paulínia (SP)
Santo Antônio do Jardim (SP)
Serra Negra (SP)
Socorro (SP)
Sumaré (SP)
Valinhos (SP)
Essas cidades compõem um grupo de 234 cidades paulistas que reúnem cinco milhões de unidades consumidoras sob responsabilidade da empresa. As novas tarifas começam a valer após a publicação no Diário Oficial da União.
Aumento em Campinas
Na metrópole, por exemplo, mil quilowatts por hora (kWh) de uma residência, sem considerar benefícios sociais, que custavam R$ 287,38 na bandeira verde, com o aumento, passarão a ser R$ 359,23.
O cálculo é feito da seguinte maneira: multiplique a potência média do aparelho em quilowatt (kW), a quantidade de dias que foi utilizado e por quanto tempo foi utilizado, a cada dia, em horas (se este tempo for 30 minutos, utilize 0,5). O resultado dessa conta multiplique pelo valor de mil quilowatts para residência (agora, R$ 359,23) e, por fim, divida por mil.
Um exemplo:
Um chuveiro elétrico comum com três temperaturas, usado por cerca de 30 minutos por dia, consome em média 82 kWh por mês.
Antes do reajuste, esse consumo custava cerca de R$ 23,70 mensais em Campinas. Com a nova tarifa, o valor subirá para aproximadamente R$ 29,60.
Reajuste anual
O reajuste anual está previsto no contrato de concessão e considera índices inflacionários. No aumento, são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.
De acordo com a CPFL, os custos não gerenciáveis, que são gastos que não se pode controlar por fatores externos, aumentaram, impulsionados principalmente pela elevação dos encargos setoriais.
Além disso, os custos de transmissão contribuíram com o aumento devido a atualização das receitas das transmissoras do ciclo 2025/2026, bem como pelo aumento do custo de geração, decorrente principalmente da atualização dos contratos.
Reajuste médio de 12,13%
No caso de 2026, a Aneel aprovou um reajuste de 9,15% para residências, inclusive de baixa renda ou com desconto social. Já para outros imóveis de baixa tensão em média, como rurais, indústrias e comércios, o percentual aplicado será de 9,25%.
Por sua vez, imóveis que necessitam de alta tensão sofrerão um reajuste de 18,75%. Com isso, o efeito médio dos aumentos para o consumidor será de 12,13%.