Carrapato-estrela transmissor da febre maculosa
Carlos Bassan - PMC
Carrapato-estrela transmissor da febre maculosa

Um homem de 74 anos morreu após contrair febre maculosa  na cidade de Campinas, em São Paulo. Esse é o primeiro caso e primeira morte pela doença em 2026.  A administração municipal lamentou o ocorrido e prestou solidariedade a família.

O paciente era morador de uma área atendida pelo Centro de Saúde Santa Rosa, na região noroeste da cidade. Os primeiros sintomas apareceram no dia 15 de abril, quando ele foi atendido em um hospital público da cidade. O homem morreu no dia 21 de abril.

As equipes acreditam que o paciente contraiu a febre maculosa na área onde morava, já que ele prestava serviço de jardinagens, em contato com áreas verdes e locais com água.

Campinas  registrou em 2025 seis casos de febre maculosa e todos evoluíram para óbito.

O que é a febre maculosa?

A febre maculosa é um doença infecciosa grave, febril e aguda, que é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. A bactéria se chama Rickettsia rickettsii e é letal se não tratada rapidamente, já que a infecção provoca uma inflamação nos vasos sanguíneos.

Febre Maculosa
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Febre Maculosa

As pessoas que apresentarem sintomas devem buscar atendimento médico o mais rápido possível. O período de incubação da febre maculosa brasileira, desde a picada do carrapato até a manifestação dos sintomas, é de 2 a 14 dias.

Quais os sintomas?

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas da febre maculosa são:

- febre;
- dor de cabeça intensa;
- náuseas e vômitos;
- diarreia e dor abdominal;
- dor muscular constante;
- inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés;
- gangrena nos dedos e orelhas;
- paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando parada respiratória.

Quais locais evitar e como se prevenir?

O carrapato-estrela é encontrado naturalmente em gramados e matas, em especial nas áreas próximas a rios, lagos e lagoas. Se estiver contaminado, pode transmitir a bactéria que causa a febre maculosa, então:

- Evite caminhar, sentar e deitar na grama e nos locais com acúmulo de folhas secas caídas. Os carrapatos se concentram em áreas de sombra;

- Evite se aproximar de rios, lagos, lagoas e dos animais presentes no local;

- Faça piquenique, comemoração, ensaio fotográfico e atividade física nas áreas pavimentadas;

- Use roupas claras, observe o corpo e as roupas. Se algum carrapato chegar até você será mais fácil enxergar;

- Use repelente com eficiência comprovada contra carrapatos. Passe na pele exposta, sapato e roupa;

- Encontrou um carrapato aderido na pele? Retire com cuidado, sem esmagar, de preferência usando uma pinça e lave o local com água e sabão;

- Em casa, tome banho quente e use bucha vegetal fazendo movimento circular. Se tiver algum carrapato na pele, a bucha ajuda a retirar;

- Ao visitar áreas verdes e parques, respeite as orientações das placas de informação;

- O carrapato de cachorro não é da mesma espécie do carrapato-estrela. Porém, se o seu pet frequenta área de risco, ele pode ser infestado pelo carrapato-estrela e levá-lo para casa.

Período de maior risco

Com a chegada do período de maior risco de transmissão da febre maculosa, a Secretaria de Saúde de Campinas reforçou os alertas para prevenção e atenção aos sintomas da doença.

A febre maculosa é uma infecção grave, com alto índice de mortalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. A transmissão acontece pela picada do carrapato-estrela contaminado.

O período de maior circulação da doença começa em junho e vai até novembro. Segundo a bióloga Heloísa Malavasi, da Secretaria Municipal de Saúde, nessa época predominam as fases mais jovens do carrapato, conhecidas por serem menos seletivas na hora de escolher um hospedeiro.

Isso aumenta a chance das pessoas serem parasitadas, principalmente em áreas verdes, porque os carrapatos jovens se fixam com mais facilidade nas pessoas. bióloga Heloísa Malavasi


A região de Campinas é considerada endêmica para a febre maculosa por conta das características ambientais e da presença frequente do carrapato-estrela em áreas de mata, parques e regiões próximas a rios e capivaras.

Mito e ações de combate

A Secretaria de Saúde também alerta para informações falsas sobre o carrapato-estrela. Uma delas é a ideia de remover o animal com fósforo ou objetos quentes, prática que pode aumentar o risco de transmissão da bactéria. Outro mito é que todo carrapato transmite febre maculosa, quando, na verdade, apenas uma pequena parcela dos carrapatos-estrela está contaminada.

A Prefeitura de Campinas mantém ações permanentes de prevenção, com palestras, orientações à população, capacitação de profissionais da saúde e instalação de placas de alerta em áreas de risco.

Desde setembro de 2024, o município também realiza um trabalho de controle reprodutivo de capivaras em parques públicos. Quase 200 animais já foram esterilizados na Lagoa do Taquaral e no Lago do Café. A iniciativa será ampliada para outros parques da cidade:

- Parque das Águas
- Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim
- Parque Hermógenes de Freitas Leitão
- Parque Linear Capivari
- Parque Linear Ribeirão das Pedras


Além disso, durante o período de maior risco da doença, a rede de saúde pública e privada recebe orientações para reforçar o diagnóstico precoce e o tratamento rápido dos casos suspeitos.

Clique aqui para acessar a página da prefeitura com todas as orientações sobre a doença.

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