A Polícia Civil prendeu em flagrante , nesta segunda-feira (15), um homem suspeito de participar de um esquema de agiotagem e extorsão na cidade de Campinas, em São Paulo. Segundo as investigações, uma das vítimas acumulou prejuízo de cerca de R$ 700 mil após contrair um empréstimo informal e passar a sofrer cobranças consideradas abusivas.
A prisão foi realizada por equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), depois que o suspeito teria sido flagrado fazendo novas ameaças e exigindo pagamentos da vítima.
Denúncia deu início às investigações
O caso começou a ser apurado após a vítima procurar a Polícia Civil para relatar que havia recorrido a um empréstimo fora do sistema financeiro tradicional. Com o passar do tempo, as cobranças teriam se tornado cada vez mais elevadas, ultrapassando os valores inicialmente acordados.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, além da exigência de pagamentos excessivos, o homem passou a receber ameaças constantes. As intimidações incluíam riscos ao patrimônio da vítima caso os valores cobrados não fossem quitados.
Diante da gravidade da situação, a DIG iniciou uma investigação para identificar os responsáveis pelas cobranças.
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Prisão aconteceu durante nova cobrança
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi localizado no estabelecimento comercial da vítima, onde teria retornado para exigir dinheiro e reforçar as ameaças.
Com a denúncia em andamento, os investigadores foram acionados e realizaram a prisão em flagrante no local.
Durante a operação, os policiais apreenderam dinheiro, aparelhos celulares e outros objetos que poderão contribuir para o avanço das investigações e ajudar a esclarecer a dinâmica do esquema.
Polícia investiga possível grupo criminoso
As apurações indicam que o suspeito não agia sozinho. A Polícia Civil informou que há indícios de participação de outras pessoas em uma estrutura organizada voltada à prática de agiotagem e extorsão.
O homem, que é estrangeiro, foi autuado pelos crimes de usura, que é a prática conhecida popularmente como agiotagem, extorsão qualificada e organização criminosa.
Após passar por audiência de custódia, ele permaneceu à disposição da Justiça.
A DIG segue investigando o caso para identificar outros possíveis integrantes do grupo e determinar o grau de participação de cada envolvido nas cobranças ilegais e nas ameaças denunciadas pela vítima.