Rodovia Professor Zeferino Vaz, SP-332
Divulgação: Concessionária Rota das Bandeiras
Rodovia Professor Zeferino Vaz, SP-332

Para quem passa pela região de Campinas, a Rodovia Professor Zeferino Vaz, a SP-332, pode parecer apenas mais uma estrada movimentada . Mas o caminho que liga Campinas a cidades do interior paulista tem uma importância que vai muito além do deslocamento diário.

A rodovia conecta  universidades, áreas industriais, centros de pesquisa, bairros, municípios e importantes corredores de transporte. No trecho entre Campinas e Paulínia, por exemplo, o movimento é intenso justamente pela proximidade com a Unicamp, em Barão Geraldo, e com o polo petroquímico de Paulínia.

Ao todo, a SP-332 tem cerca de 81 quilômetros e passa por Campinas, Paulínia, Cosmópolis, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Conchal e Mogi Guaçu. A administração do trecho concedido à Rota das Bandeiras vai do km 110,280 ao km 187,310.

A rodovia Prof. Zeferino Vaz (SP-332), no trecho entre Campinas e Paulínia, no estado de São Paulo
Divulgação Rota das Bandeiras
A rodovia Prof. Zeferino Vaz (SP-332), no trecho entre Campinas e Paulínia, no estado de São Paulo


De onde veio o nome Zeferino Vaz?

O nome atual da rodovia é uma homenagem a um dos personagens mais importantes da  história da Unicamp.

Zeferino Vaz nasceu em São Paulo, em 1908, formou-se em Medicina pela USP e construiu carreira como professor, pesquisador e gestor universitário. Também foi diretor-fundador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e reitor da Universidade de Brasília.

Zeferino Vaz em aula inaugural (1971)
Foto: Siarq
Zeferino Vaz em aula inaugural (1971)

Em 1965, foi escolhido para presidir a Comissão Organizadora da então Universidade de Campinas. No ano seguinte, assumiu a reitoria e permaneceu no cargo até 1978. Os 12 anos em que esteve à frente da instituição são considerados fundamentais para a instalação e estruturação da Unicamp.

Foi durante sua gestão que o campus começou a ganhar forma em uma área que, naquele período, ainda tinha características rurais. Zeferino também priorizou a contratação de pesquisadores e professores, ajudando a estabelecer o perfil científico que marcaria a universidade.

A rodovia nem sempre teve esse nome

A homenagem a Zeferino Vaz é relativamente recente.

Quando foi inaugurada, em 1981, a SP-332 recebeu o nome de Rodovia General Milton Tavares de Souza. A denominação permaneceu por quase três décadas.

A mudança ocorreu em 2010, quando a Lei Estadual nº 14.115 passou a chamar oficialmente a estrada de Rodovia Professor Zeferino Vaz. A lei determina que a denominação se aplica à SP-332 que interliga Campinas e Conchal.

Na época da mudança, o projeto apresentado na Assembleia Legislativa argumentava que o novo nome seria uma forma de homenagear Zeferino, especialmente pela proximidade da estrada com a Unicamp.

O famoso "Tapetão"

Um dos trechos mais conhecidos da SP-332 fica entre Campinas e Barão Geraldo.

É ali que a rodovia ganhou um apelido bastante popular entre os moradores: "Tapetão".

Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332)
Foto: Divulgação/Rota das Bandeiras
Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332)

O trecho tem ligação direta com o distrito de Barão Geraldo e com a região onde está o principal campus da Unicamp. Por isso, durante os horários de maior movimento, a estrada recebe grande quantidade de veículos de estudantes, trabalhadores, moradores e pessoas que seguem para outros municípios.

A própria concessionária destaca que o fluxo intenso nessa região está relacionado justamente à ligação entre Campinas e Barão Geraldo e ao acesso ao polo petroquímico de Paulínia.

Da universidade à indústria

Uma das características que tornam a Zeferino Vaz tão importante é a variedade de atividades que ela conecta.

De um lado está Barão Geraldo, com a Unicamp e um dos principais ambientes de pesquisa e inovação do país. Do outro, a estrada chega a Paulínia, município marcado pela presença de grandes atividades industriais e do polo petroquímico.

Essa combinação ajuda a explicar por que a SP-332 não é apenas uma via usada para viagens entre cidades. Ela também funciona como ligação entre ciência, tecnologia, indústria e serviços.

O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, instalado no campus de Barão Geraldo, reúne atualmente 82 empresas, entre startups, empresas incubadas e companhias com laboratórios de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Em 2025, essas empresas chegaram a 1.002 empregos diretos.

A expansão desse ambiente continua. Em julho de 2026, a Unicamp informou que começou a construção da chamada Vila das Startups, um novo espaço com capacidade para receber mais de 60 empresas e startups.

Uma estrada que chega ao polo petroquímico

Se a ligação com a universidade ajuda a explicar o movimento no trecho de Campinas, a atividade industrial de Paulínia é outro fator importante.

A SP-332 margeia áreas associadas ao complexo industrial da cidade e funciona como uma das conexões viárias para essa região. Documento de planejamento urbano de Paulínia identifica a faixa próxima à rodovia como parte da Macrozona de Desenvolvimento Industrial, que engloba o polo petroquímico municipal e áreas ligadas à Replan.

Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), também conhecida como Campinas-Paulínia
Divulgação Rota das Bandeiras
Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), também conhecida como Campinas-Paulínia

Na prática, isso coloca a Zeferino Vaz em um ponto estratégico entre diferentes setores da economia regional.

Importância vai além de Campinas

A SP-332 também ajuda a distribuir o fluxo entre diferentes municípios do interior.

Depois de Campinas e Paulínia, a rodovia segue por Cosmópolis, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho e Conchal até chegar à região de Mogi Guaçu.

Isso faz com que a estrada tenha uma função importante para deslocamentos locais e regionais, especialmente para trabalhadores que vivem em uma cidade e trabalham em outra.

Extensão da Rodovia Professor Zeferino Vaz

Ela também está integrada ao chamado Corredor Dom Pedro, conjunto de rodovias administrado pela Rota das Bandeiras que inclui, entre outras vias, a Dom Pedro I (SP-065), o Anel Viário José Roberto Magalhães Teixeira (SP-083), a Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360) e a Romildo Prado (SP-063).

Esse sistema viário tem importância logística para uma área que conecta a Região Metropolitana de Campinas ao Vale do Paraíba, ao Circuito das Frutas e a outras regiões do Estado. O corredor reúne 17 municípios e atende uma população estimada em 2,5 milhões de pessoas.

Trecho recebe mais de 50 mil veículos por dia

O volume de veículos ajuda a dimensionar o tamanho da importância da Zeferino Vaz.

Segundo a Rota das Bandeiras, o trecho entre Campinas e Paulínia recebe cerca de 51 mil veículos por dia útil.

Rodovia Professor Zeferino Vaz, a SP-332
Foto: Reprodução/Rota das Bandeiras
Rodovia Professor Zeferino Vaz, a SP-332

É justamente nessa região que estão sendo executadas obras para ampliar a capacidade da estrada, com implantação de marginais, faixas adicionais e remodelação de acessos.

O projeto contempla o trecho entre os quilômetros 114 e 125 e inclui intervenções nos trevos do Real Parque, Betel, Laranjão e no acesso ao Parque Zeca Malavazzi. A previsão informada pela concessionária é de conclusão durante o segundo semestre de 2027, com investimento superior a R$ 180 milhões.

A primeira etapa das obras foi concluída em novembro de 2024, com a liberação das novas pistas entre os quilômetros 121 e 125.

Uma estrada em transformação

As mudanças na Zeferino Vaz não se resumem ao trecho mais próximo de Campinas.

Ao longo dos últimos anos, também foram realizadas intervenções para ampliar a capacidade da SP-332 em outros pontos. Em 2018 e 2021, por exemplo, o governo paulista publicou decretos declarando áreas de utilidade pública para obras de duplicação entre os quilômetros 164 e 168, na região de Engenheiro Coelho e Conchal.

A necessidade de ampliar a infraestrutura acompanha o crescimento das cidades e das atividades econômicas ao redor da estrada.

Por que a Zeferino Vaz é tão importante?

Olhar para a SP-332 apenas como uma ligação entre Campinas e Mogi Guaçu é deixar de lado boa parte de sua função.

A rodovia passa por uma região onde convivem universidades, centros de pesquisa, startups, áreas residenciais, indústria, comércio e atividades ligadas à logística.

É também uma das portas de entrada para Barão Geraldo e para a Unicamp, ao mesmo tempo em que serve como conexão com Paulínia e seu complexo industrial.

    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes