
A chuva que atingiu a cidade de Campinas, em São Paulo, entre a noite de sábado (24) e a manhã deste domingo (25), dia do segundo turno das eleições, provocou alagamentos em ruas, quedas de árvores e interdições no trânsito. Em Sousas, distrito da cidade, a rua de acesso ao Colégio Notre Dame, que tem 2.354 eleitores aptos a votar, ficou alagada e dificultou a chegada dos eleitores.

Apesar dos transtornos, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que o fluxo de votação na escola seguia normalmente. O órgão afirmou ainda que o cartório eleitoral de Campinas dispõe de um local de contingência caso seja necessária uma mudança de endereço.
Segundo a Prefeitura, o volume de chuva acumulado na cidade chegou a 101,3 milímetros. A Defesa Civil estadual, por sua vez, registrou 83 milímetros em 12 horas.
Os efeitos do temporal também foram sentidos em outras cidades da região. Em Americana, o transbordamento do Ribeirão Quilombo comprometeu os acessos a um local de votação. Já em Sumaré, bombeiros utilizaram um bote para ajudar moradores em uma rua inundada. Em Socorro, cerca de 20 famílias começaram a deixar suas casas por precaução.
Acesso a local de votação fica alagado em Sousas
A rua do Colégio Notre Dame, em Sousas, ficou tomada pela água durante a manhã deste domingo. A situação chamou a atenção por ocorrer justamente no dia da votação do segundo turno, quando eleitores precisam se deslocar até as seções eleitorais.

O colégio tem 2.354 pessoas aptas a votar. Mesmo com o alagamento na via, o TRE-SP informou que a votação transcorria normalmente no local.
O órgão também ressaltou que existe um endereço de contingência preparado pelo cartório eleitoral de Campinas para uma eventual necessidade de transferência.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação de mudança no local de votação.
Chuva provoca alagamentos e interdições em Campinas
Além dos transtornos no entorno da escola, o temporal provocou uma série de ocorrências em diferentes bairros de Campinas. A Defesa Civil registrou cinco quedas de árvores, três quedas de muros, oito alagamentos de vias e o destelhamento de um imóvel.

A maior rajada de vento registrada pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, chegou a 47,2 km/h, às 23h40 de sábado.
O transbordamento do Rio Atibaia também provocou inundação no Beco do Mokarzel. Segundo a Prefeitura, não havia registro de vítimas ou pessoas desabrigadas até a última atualização.
Ruas com bloqueios e pontos de alagamento
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que houve interdições por quedas de árvores e alagamentos. Entre os pontos afetados estão:
- Rua Quinze de Novembro, em Sousas;
- Rua Maneco Rosa, entre a Rua Heitor Penteado e a Rua Treze de Maio, em Sousas, com bloqueio total;
- Avenida Heitor Penteado, na pista externa, próximo à Avenida Armando Salles de Oliveira;
- Rua Iracema de Matos Brown, no cruzamento com a Rua São Luiz do Paraitinga;
- Rua Maria Tereza Dias da Silva, próximo à Rua Luiz Piva;
- Rua Luiz Piva, próximo à Rua Doutor Heitor Nascimento;
- Rua Piracicaba, no sentido bairro-Centro, onde uma erosão de grandes proporções levou à sinalização da faixa direita.
Também foram registradas quedas de árvores nas ruas Antônio de Oliveira Valente, Luiz Moretzshon Camargo e Carolina Henriqueta Prado, com interdições para garantir a segurança.
O Bosque dos Jequitibás foi fechado ao público, e a circulação na Rua General Marcondes Salgado, ao lado do parque, foi bloqueada preventivamente para reduzir os riscos relacionados à queda de árvores.
Equipes municipais atuam na limpeza, na sinalização e na recuperação dos pontos atingidos. A Emdec também monitora o trânsito por meio de agentes e câmeras.
Americana tem acesso a escola eleitoral comprometido
Em Americana (SP), eleitores enfrentaram dificuldades para chegar ao Sesi, que reúne 1.487 votantes. A escola fica na Avenida Bandeirantes, às margens do Ribeirão Quilombo, que transbordou após as chuvas da madrugada.
Os dois principais acessos à avenida ficaram alagados: um pela Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) e outro pelo Complexo Esportivo Milton Fenley Azenha, conhecido como Centro Cívico.
A Guarda Municipal de Americana interditou o trecho de acesso pela rodovia. Por causa da situação, a entrada do local de votação precisou ser transferida para a Rua Ângelo Ortolan.
O caso também evidenciou os desafios enfrentados pelos eleitores da região para chegar às urnas em meio aos efeitos do temporal.
Bombeiros usam bote para ajudar moradores em Sumaré
Em Sumaré (SP), a Rua Claudemir Eugênio, na Vila Diva, ficou completamente alagada. O Corpo de Bombeiros precisou utilizar um bote para ajudar moradores atingidos pela inundação.

Relatos de pessoas que vivem no local indicam que o nível da água começou a subir por volta das 4h. Em um trecho, a água ultrapassou 1,40 metro, e carros ficaram submersos.
A Prefeitura informou que equipes municipais monitoravam pontos de alagamento em diferentes bairros. Entre as áreas afetadas estavam Vila Diva, Jardim Primavera, Jardim Manchester e Jardim Basilicata.
Segundo dados de um pluviômetro manual instalado na base municipal, o acumulado chegou a 80 milímetros desde as 23h19 de sábado.
Apesar das ocorrências, a administração informou que não havia registro de famílias que precisaram deixar suas residências até a última atualização. A Defesa Civil, a Secretaria de Inclusão e Assistência Social e o Fundo Social de Solidariedade acompanhavam a situação.
Cerca de 20 famílias deixam casas em Socorro
Em Socorro (SP), aproximadamente 20 famílias foram atingidas pelas chuvas e começaram a retirar seus pertences de casa por precaução, conforme informações da Prefeitura.
As áreas afetadas incluem os bairros rurais Oratório, Lavras de Baixo, Pompéia e Nogueiras. Na área urbana, houve ocorrências nas ruas José Conti e Bernardino de Campos, nas proximidades da Rua Mazolini, na Vila João Conti e no bairro Salone.
A administração municipal informou que preparou locais para receber moradores caso seja necessário oferecer abrigo. Um plano de contingência também foi colocado em andamento.
Até a última atualização, não havia registro de vítimas.
Amparo registra deslizamentos e queda de muro
Em Amparo (SP), o acumulado de chuva chegou a 81 milímetros em 12 horas, segundo a Prefeitura. Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e de diferentes secretarias municipais trabalhavam desde a madrugada para atender às ocorrências.
No Bairro dos Pedrosos, na zona rural, o Rio Jaguari extravasou, deixando casas e chácaras alagadas. Famílias precisaram ser removidas pela Defesa Civil.
Também foram registrados deslizamentos de terra na Avenida Ayrton Senna e em uma casa desocupada na região do Jardim das Orquídeas e do Parque Ecológico. Uma ponte na Estrada da Varginha, na região do Palhares, apresentou cedência parcial.
O temporal ainda provocou a queda do muro do antigo sanatório e árvores no Centro Esportivo do Moreirinha. Estradas rurais tiveram acúmulo de pedras e lama, exigindo trabalhos de limpeza.
Em um dos trechos afetados, conhecido como Estrada do Pescocinho, a via precisou ser interditada. Segundo a Prefeitura, há uma rota alternativ a para passagem a pé, e equipes também prestam assistência aos moradores para que consigam chegar aos locais de votação. A previsão informada pela administração era iniciar os trabalhos de recuperação da estrada na segunda-feira (26).
Monte Mor e outras cidades também registram impactos
Em Monte Mor (SP), houve relatos de moradores ilhados na zona rural. Até a última atualização, porém, a Defesa Civil e a Guarda Civil Municipal informaram que não havia registros oficiais de ocorrências ou pedidos de ajuda pelos canais de atendimento.
A Defesa Civil estadual também informou que o transbordamento do Rio Capivari atingiu trechos da região central, enquanto o Córrego Água Choca afetou vias da Vila Farid Calil. Houve ainda alagamentos em uma residência após a queda de um muro e na Rua José Ramos, devido ao transbordamento do Córrego Água Cumprida.
Em Holambra (SP), o extravasamento de um rio bloqueou um trecho da Estrada do Fundão. Já em Santa Bárbara d'Oeste (SP), foram registrados impactos relacionados a deslizamentos.
Os volumes de chuva registrados em outras cidades da região também foram elevados. Segundo os dados divulgados pela Defesa Civil estadual, os acumulados em 12 horas chegaram a:
- Amparo: 81 mm;
- Holambra: 79 mm;
- Valinhos: 79 mm;
- Monte Mor: 77 mm;
- Artur Nogueira: 75 mm;
- Jaguariúna: 70 mm;
- Sumaré: 70 mm.
Defesa Civil orienta população a evitar áreas alagadas
Diante dos riscos provocados pela chuva, a orientação das autoridades é evitar ruas inundadas e não tentar atravessar trechos alagados, seja a pé ou de carro.
Durante tempestades, a recomendação é procurar abrigo seguro e manter distância de árvores, postes, muros e estruturas metálicas. Moradores de áreas de encosta também devem ficar atentos a sinais de movimentação do solo.
Em caso de emergência, a população pode acionar:
- 199: Defesa Civil;
- 193: Corpo de Bombeiros;
- 153: Guarda Municipal de Campinas;
- 156: Prefeitura de Campinas, para solicitações relacionadas a serviços municipais.
As equipes municipais e estaduais seguem monitorando as condições meteorológicas e as áreas afetadas.