
O Hospital da Pontífica Universidade Católica (PUC) de Campinas, no interior de São Paulo, registrou, nesta quarta-feira (25), superlotação do Pronto-Socorro Adulto do Sistema Único de Saúde (SUS). Com apenas 20 leitos contratados, a ala está com 74 pacientes de alta complexidade internados.
A situação ficou tão crítica, que funcionários colocaram uma placa na entrada da unidade indicando a superlotação e emitiram um comunicado pedindo “que a população que utiliza o SUS busque atendimento em outras instituições de saúde”, como garantia e preservação da segurança assistencial.

Sobre a unidade
O Hospital da PUC é uma unidade de atendimento referenciado do SUS, que recebe pacientes encaminhados, mas acaba sendo utilizado pela população da região que busca assistência, mesmo não sendo específico de atendimento “porta aberta”.
A situação de superlotação foi reportada pela unidade para as regulações da Cross, SAMU, Secretaria Municipal da Saúde, DR7, e para o Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp).
Em 2025, o hospital encerrou o balanço anual com 2 milhões de atendimentos realizados, entre consultas, exames e internações. Em média, 5,4 mil pessoas são atendidas por dia, sendo 80% pelo SUS.
Os dados foram divulgados pela própria instituição nesta segunda-feira (23) durante a visita de bispos na unidade.
Posicionamento municipal
Em nota enviada ao iG, a Secretaria de Saúde de Campinas, informou que está em negociação com o governo estadual a implantação de um hospital metropolitano e que monitora a ocupação dos leitos de forma efetiva através do Siresp.
Informou ainda que, dispõe de um sistema integrado com os serviços de saúde para encaminhar da melhor forma os casos para cada hospital, de acordo com a complexidade.
Confira a nota na íntegra:
A Secretaria de Saúde de Campinas está em constante negociação para a ampliação de leitos na cidade. Além disso, negociou junto ao governo estadual a implantação do Hospital Metropolitano. A Pasta monitora de forma contínua a ocupação dos leitos e encaminhamentos de pacientes na cidade por meio do Sistema de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp).
O município dispõe de uma Central de Regulação atuante, que dialoga continuamente com Samu e Cross para assegurar a melhor distribuição possível dos casos, promovendo transferências entre os serviços, respeitando a complexidade dos casos e dos hospitais.
Vale destacar que nenhum paciente que necessita de internação na Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar está desassistido. A ocupação é dinâmica e muda a todo momento, pois a rotatividade de leitos é alta. Em média, 30 pacientes têm alta e outros 30 são internados em cada hospital municipal diariamente. A ocupação está entre 95 e 100%, mas nenhum paciente deixa de ser atendido, uma vez que as unidades trabalham no sistema "porta aberta".